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Por que parar de comer carne pode parecer difícil? Como driblar o auto-engano e conseguir fazer a transição para o veganismo

Sempre que tentamos fazer uma mudança em nossa vida nos deparamos com a resistência do ego: aquela parte nossa reativa, que faz tudo para nos manter na zona de conforto.

Mudar um hábito alimentar pode não ser uma tarefa fácil justamente porque temos que abrir mão daquilo que está ‘automatizado’ e acomodado na nossa rotina e porque temos que desapegar dos condicionamentos, arraigados desde cedo, mas que nos impedem de evoluir.

Ao tentar tomar a decisão de parar de comer animais, por exemplo, vamos nos deparar com todas as desculpas possíveis e imagináveis do ego para não fazermos essa mudança: “sempre foi assim”, “minha avó comeu carne até os 90 anos e viveu bem”, “ser vegano é caro”, “vou ficar fraco, anêmico”, “vai faltar B12”, “é cultural comer carne”, “não terei proteína suficiente”, “é a cadeia alimentar, os animais matam para sobreviver”, “vai sobrar animal no mundo se pararmos de comê-los”, “somos carnívoros”… e por aí vai; inúmeras justificativas que o ego encontra para combater qualquer tentativa de transformação porque vai “dar trabalho” e porque há uma ameaça de desconstrução de tudo o que aprendemos como certo até o momento. Mas é somente a partir desse processo que evoluímos.

Cada uma dessas desculpas pode ser desbancada e vamos falar sobre todas elas em outros posts.

O que é necessário por hora é enxergar de forma mais ampla, pensar um pouco no sentido e na essência de tudo… Os animais são seres sencientes,como nós: sentem medo, dor, frio, fome, saudade, contentamento, são inteligentes e amorosos. São nossos companheiros de caminhada aqui na Terra. Não são comida ou “coisas”para nos servir, por mais que isso é o que tenha sido ensinado até o momento. Estão aqui para o mesmo propósito que os humanos. É hora de acordar e sair da anestesia coletiva e transcender condicionamentos e informações obsoletas para que possamos dar um salto em nossa evolução como seres espirituais que somos e parar de gerar débitos com o Universo.

Tudo o que existe é energia, se manifestando em diferentes formas de consciência: um objeto, um mineral, um pensamento, uma planta, um animal, um ser humano. E tudo retorna à sua vibração correspondente; então a lei do retorno ou de ação e reação está agindo a todo o momento, gostando nós ou não, acreditando nisso ou não, o que significa que tudo o que fazemos tem consequências para nós e para o Todo. Não podemos interferir na vida e na evolução de outro ser, qualquer que seja ele.

Portanto, se a Consciência estiver em primeiro lugar guiando nossa vida, é possível mudar um hábito de forma fácil e muitas vezes instantânea porque se percebe que não há sentido algum em compactuar com o sofrimento imposto aos animais para servir ao ego de forma totalmente desnecessária e violando todas as leis, não só as leis daqui, criadas pelo homem, mas a violação das leis universais, entre elas a mais importante, que é o amor incondicional, que deveria ser estendido a tudo e todos, independentemente da forma, ou seja, todas as vidas são valiosas.

Após esse despertar, os ajustes na alimentação ficam mais fáceis e tudo é uma questão de adaptação, de novas experiências gastronômicas, descoberta de sabores e receitas, muita diversidade alimentar, melhoras incríveis na saúde entre outros benefícios. Daí outros hábitos são incorporados com mais naturalidade porque não existe mais a resistência das desculpas. Experimente.

E procure sempre um profissional especializado para lhe orientar neste processo. 🙂